terça-feira, 19 de abril de 2005

POEMAS DO CÁRCERE
(Do amor reconhecido)

Eu sou aquela que vela
a ausência do teu corpo dormente
aquela que se fizera erva
e se quisera hera
a crescer nos teus quintais

Sou aquela que se perdera
no calor da espera
e do não ter
em que te tenho tido
tua última quimera
se me faz presente
tão logo em mim se encerra

Sou aquela que é noite
e na noite que inverna
Sou aquela que soletra
o teu Amor num vão

6 comentários:

  1. A delicadeza de amar na dor, e até na solidão. Ato nobre, isso...

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  2. isso foi perfeito!

    Beijos
    Mila - Rocky Shade Metal

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  3. isso foi lindo, Andrea. meu irmão é um cara de sorte. um beijo.

    Del
    www.tequilasun.blogger.com.br

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  4. Não, minha amada Flor-do-dia. Não é poema do cárcere. O amor, mais ainda o de vocês, não encarcera: dá asas, liberta. Digamos que seja um poema de espera, de ausência. De quem se pensara, quisera, sonhara e eé. Assim, no presente do indicativo. Sem sombras. O tempo é aliado mesmo quando, aparentemente, separa. Pode acreditar.( Olha eu falando pra mim mesma..rs).
    Belíssimo, querida.

    Um beijo.

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  5. Nossa querida, que belo, que delicado. Primeira estrofe me deixou emocionada. Lindo, parabéns.

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